terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Orgulho Gaúcho!

Antes de mais nada, vamos reler o post Rolando na Internet, publicado no dia 28 de novembro de 2010. Lê agora para não dizer que sou profeta do acontecido.

Bem... O orgulho gaúcho do título se refere ao pioneirismo que o representante do nosso Rio Grande mostrou ao mundo: foi o primeiro time gaúcho da história a perder uma partida em um campeonato mundial! Também foi o primeiro sul-americano, campeão da América, a não disputar uma final Interclubes! Somando-se ao fato de ter sido, em 2007, o primeiro campeão de Libertadores a não ultrapassar a fase de grupos, temos a certeza de que o nosso odioso co-irmão é um time a frente do seu tempo e, portanto, não compreendido pelos Imortais.

Aos fatos!

Antes do jogo começar, bem antes, quatro meses antes, o salto já estava calçado. A soberba reinava nas orillas do Guaíba. Vencer o Chivas, um time de mexicanos cabritos montanheses, era um feito heróico, histórico e único na vida vermelha! Nada nem ninuém poderia pará-los, nem mesmo o Grêmio Prudente! E foi com esse pensamento que enfrentaram os adversários do campeonato brasileiro, olhando-os de cima, apenas para ter a oportunidade de observar os gols que eles marcavam.

Bem, chegaram a Abu Dhabi enfim, com toda a pompa de melhor equipe do certame. Foram assistir ao jogo entre Pachuca e Tout Puissant Mazembe. Viram um time congolês enfrentar severas dificuldades para superar um mexicano, tal qual aquele Chivas de outrora. Como uma equipe assim, desorganizada, sem fôlego, sem esquema tático, poderia vencer os super-vermelhos?

Lição número um, rapazes (ou moças?): conheçam seus adversários, a começar pelo nome. Em bom francês, Tout Puissant Mazembe signfica Todo Poderoso Mazembe. E quem ousa desafiar o Todo Poderoso sem preparo, tem o que merece.

Vimos realmente, conforme imaginado, um time mal postado em campo, sem um esquema tático definido, sem um centroavante de ofício, mas com um jogador improvisado em seu lugar (o camisa 7). Sem vontade de jogar. Com respeito excessivo ao adversário. Sem fôlego a partir de determinado período do segundo tempo, levando gol aos 40 minutos da etapa complementar. O resultado, como previsível, foi perder um jogo fácil. Ou pelo menos, dito fácil. Confesso que eu tinha muito mais vontade do que crença no resultado. E jamais poderia imaginar que seria por 2 tentos. Aliás, o Guiñazu não viu até agora o segundo tento, pois estava com um nó na coluna.

E tudo isso sem um titular africano, expulso ainda contra o Pachuca.

Desculpas: a primeira, como sempre, a bola. Até hoje não se acostumaram a jogar com uma bola branca e redonda. Depois, parece que foi a grama, verde, com linhas brancas desenhadas. Também havia um homem de amarelo andando pelo campo com um apito na boca, tirando a atenção dos jogadores o tempo todo. Além, claro, daqueles negrões (apenas negros grandes, nada pejorativo ou politicamente incorreto), que insistiam em atrapalhar as jogadas. Tudo ao mesmo tempo, impedindo a melhor apresentação do time do aterro. Tadinhos...

Pelo menos terão a oportunidade ímpar de conquistar algo inédito para o futebol gaúcho, brasileiro e sul-americano, pois, até hoje, nenhuma equipe do sul americano conseguiu ser terceiro ou quarto colocado neste campeonato. Parabéns, Moranguinhos! Mais uma vez, à frente do seu tempo!

E a programação de sábado na tevê? Nem a RBS imaginava que teria que suspender o Jornal do Almoço para transmitir uma decisão ao meio-dia!A propósito, já que falei em RBS, será que a iluminação do Viaduto da José de Alencar e da passarela do Parcão continuarão até o sábado, como prometido? E quem estará na sessão de autógrafos do Chiqueirinho na exibição da próxima partida?

Mas pelo menos tiveram a maior sessão de cinema da história do mundo, mais um feito pioneiro desta instituição de vanguarda! E o próximo filme já tem até nome:
Inexplicável - como tudo escureceu!

3 comentários:

hb disse...

É isso aí, RV, como estão dizendo: "ABU não DAHBI", ou seja, "ABU" não dá "BI".... chora, chora morangos!!!!!!

Renato Lara disse...

Inexplicável - como tudo escureceu!

Mestre!!!

Mais uma Abu Dahbye!

Fabio disse...

Camisa do Inter .......R$ 120,00.
Passagem p/Abu Dahbi...R$ 3.000,00.
Ver o Guinazu, ficar com torcicolo pela pedalada...Não tem preço.

Chora morangos...